The real thing – parte 1

Olha eu aqui sumida de novo… nem resolvi o blog da Gabi para migrar minhas impressões sobre o crescimento dela para lá e nem retomei o meu espaço pessoal aqui.

A motivação para criar o espaço da Gabi na verdade são duas, e eu aqui falarei da primeira.

Em primeiro lugar, quis começar a reestabelecer minha identidade própria. Eu sempre me enxerguei como uma pessoa multi-facetada, cheia de interesses diversos, e, de repente, a maternidade tomou conta de todo o meu tempo, do meu espírito, e em sequência, do meu blog. Eu amo muito a Gabi, e nunca mais deixarei de ser mãe, mas, não acho que seja saudável, nem sequer factível, virar SOMENTE mãe.

Na vida off-blog, eu tenho permanecido somente mãe ainda, e tenho sentido que isso não é legal. Tenho agonia de pensar em sair de casa. Sem a pequena, porque eu sofro só de pensar nos horários da mamada, na possibilidade de ela precisar de mim na minha ausência, e sei lá mais em que besteira. E, com ela, eu sofro mais ainda de equacionar a logística de arrumar tudo, conciliar horários de mamada, a possibilidade de ela estar com sono, irritada, com cólica, dor de barriga, ou sei lá o que.

Nas poucas vezes em que saio de casa atualmente, como hoje de manhã, me dá até a sensação que eu imagino que tenha um prisioneiro libertado depois de muito tempo. Eu me espanto e aprecio intensamente o ar fresco, as árvores, as pessoas andando na rua… algo está realmente muito errado…

Conversando com amigas que são mães recentes, eu reforço a minha percepção de que eu estou paranóica mesmo… dá a impressão de que todas estavam na rua com seus bebês desde sempre, e que gerenciam maravilhosamente bem a logística que tanto me assusta – como se eu tivesse matado alguma aula de como ser mãe moderna…

Respeitando o meu ritmo e minhas inseguranças, e aproveitando que minha Gabi já está vacinada, eu pretendo começar a por meus pezinhos (e os dela) na rua um pouco mais… e o mesmo vale para este blog, que eu espero que volte a fazer jus ao “ES” do CHRISES.

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Um comentário sobre “The real thing – parte 1

  1. Chris!!!!
    Eu sentia tudo isso amiga….
    eu só saí de casa com a Isabela depois de 2 meses para ir para a minha mãe, antes disso dava escapulidas ao shopping (ao lado de casa) e ficava com o celular o tempo todo na mão para não correr o risco de não escutar caso ele tocasse.
    não era saudável mas era o que eu conseguia fazer.
    você NUNCA vai deixar de ser a Chris(es)!!!!
    beijo enorme e muitas saudades

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