Das delícias da maternidade – lidando com as cólicas e com o choro

Cinco dias após o nascimento. Dois dias em casa. Meio da madrugada. Aquele serzinho adorável, de ar angelical começa a chorar descontroladamente, e você não consegue fazer nada para acalmar. E a pequena criatura quase roxa de tanto chorar, e você atônita, assustada, amedrontada e condoída pelo sofrimento que só você pode acalmar – o que, claro, traz uma pontadinha de culpa.

Algumas horas mais tarde, o dia já claro, você pede socorro a uma amiga, que recomenda luftal. (Não, não se trata de inconsequência. A amiga em questão é pediatra, e, na falta do pediatra oficial da criança, que ainda não foi consultado, a melhor alternativa.)

A criança se acalma, você se acalma, mas isso não dura muito tempo. Para resumir 30 dias de muita agonia e sofrimento, foram incontáveis doses de luftal, 6 consultas a 3 pediatras diferentes, remédios para refluxo – uma das hipóteses, dezenas de visitas ao microondas no meio da madrugada para esquentar a bolsinha térmica, incontáveis receitinhas caseiras, e praticamente toda a dieta da mãe restrita e adicionada de galões de chá para tentar contornar as crises da pequena Gabi. Por fim a mãe parte para a última saída, que não soluciona nada, mas que parece ser a única válvula de escape: chora junto.

Um mês depois volta a abençoada avó para dar uma ajuda para a mãe já exausta, chorando inconsolavelmente de cansaço e desespero, e traz “um remedinho que a neta da minha amiga tomou e foi excelente”. A mãe, que detesta auto-medicação e tem pavor de ficar fazendo a bebê de cobaia examina o rótulo do remédio – homeopático – farmácia confiável, e, em um momento de desespero resolve tentar – afinal teria uma consulta com a homeopata em dois dias.

O remédio funciona feito milagre. A bebê começa a arrotar, soltar gases com uma frequência atípica, e começa a se acalmar. A mãe quase não acredita de tanta satisfação. Agora sim, as coisas mudarão de rumo, a bebê começará a ter uma rotina, e a mãe começará a dormir…

… mas, menos de 48 horas depois do começo do uso do remedinho milagroso a bebê dá os primeiros sinais de um resfriado. E começa de novo a choradeira de sofrimento – agora de congestão nasal – ou pelo menos é assim que me parece neste exato momento. E tome contagem regressiva para passarem os benditos 7 dias para ver se o choro vai dar uma trégua para filha e mãe!

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2 comentários sobre “Das delícias da maternidade – lidando com as cólicas e com o choro

  1. Chris, muita inalação (só com soro) e rinosoro (salsepe e similares)!
    Inalação com ela dormindo, de preferência, porque senão é choro na certa.
    beijo enorme

  2. Sei bem como é lidar com o problema das cólicas. Entramos completamente em desespero. No meu caso resultou pegar na Vera ao colo com a barriga virada para baixo e umas gotas de aero-om.

    Porque não consultas outro pediatra pode ser que ajude.

    As melhoras

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