Os desafios, as delícias e as surpresas de virar mãe

Eu gostaria de ter tido mais ânimo desde o começo da gravidez, para ter feito alguns registros e escrito um livro. Eu sou daquelas que lê tudo sobre tudo, e, quando um assunto me diz respeito particularmente, eu não só leio tudo o que me cai nas mãos, mas busco até a exaustão tudo o que eu puder ler sobre o assunto.

E apesar de assim ter feito sobre a gravidez e as suas mudanças, eu não encontrei ainda nenhum relato que me fizesse sentir retratada. Os textos que eu vi em geral são muito específicos de alguma perspectiva – médica, da saúde da mãe, das mudanças do corpo ou qualquer uma das outras inúmeras facetas da gravidez. Mas ficar grávida para mim foi muito mais do que qualquer uma dessas coisas, e muito mais do que a combinação delas todas. Ficar grávida é um processo que, para mim, representou até aqui (e eu ainda não completei o quinto mês da gravidez) a mais aguda e sensacional guinada de vida, a maior ruptura de padrões, a maior necessidade de mudar e assimilar coisas novas em um período curto de tempo.

Serei só eu? Será que eu sou mais surtada do que todas as mulheres que eu conheço ou que eu já li sobre? E quando eu penso sobre isso, eu imagino que seria ainda muito mais complexo todo esse processo, se esta não fosse uma gravidez desejada, em grande parte planejada, e acompanhada de um daqueles maridos e futuros pais perfeitos – atencioso, carinhoso, companheiro e compreensível. Não imagino o quão mais complicado seja para as mães acidentais, ou de parceiros não merecedores desta qualificação, as mães adolescentes, as que têm problemas de saúde, enfim…

Não estou reclamando. De jeito nenhum, sou uma mãe muito feliz e orgulhosa de estar me tornando uma. Mas não dá para dizer que este seja um processo banal, simples.

Essa reflexão foi provocada agora por eu ter me sentado em frente ao computador em um dos raros momentos em que o fiz nos últimos meses. Primeiro vieram as nauseas, o mal-estar, etc. Depois a viagem de férias, visita da minha mãe… 

Mas não. Me dou conta agora que nada disso explica isoladamente. Eu simplesmente mudei. E ponto. E nem sei bem definir como. Só me  recordo aqui agora de uma amiga, recém mãe, que ao me ouvir planejar como redimensionaria a casa para acomodar o quartinho da nova moradora, preocupada com o dilema de como acomodar 3 computadores em uma casa com dois adultos, me disse:

“Chris, pode esquecer – daqui para frente você não vai ter tempo e nem vontade de passar tanto tempo ao PC.”

Desabafo feito, talvez eu volte aqui depois para contar um pouco de todas essas mudanças que eu só mencionei!

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4 comentários sobre “Os desafios, as delícias e as surpresas de virar mãe

  1. olha realmente é uma pena que vc não pensou em relatar esse processo…seria algo maravilhoso…

    mas quem sabe numa proxima…..

    bjos e saudades da velha e da nova Chris!!!

  2. Chris!!!!
    cada uma passa por essa fase de um jeito… eu aproveitei muito a gravidez e aproveito cada segundo da maternidade.
    comprei livros e pesquisei muito também. minha biblia foi o classico “O que esperar quando você está esperando” e agora a biblia da vez é “O que esperar do primeiro ano”.
    E, claro, leio blogs de mães! São um deleite para mim.
    Se quiser dicas me avise.
    beijo enorme

  3. Ei mamãe,
    Fico muito feliz de ser tão elogiosamente retratado no seu post. Sei que tem bastante coisa para resolver, mas estamos cuidando de tudo para a chegada da mocinha em grande estilo e da melhor forma possível – e, claro, também da fabricante de mocinha! 😉

    Beijos mil
    Gui

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