Recorde de Público

Como eu contei para vocês, sábado o Chrises teve a honra de ser incluído no Cozinhas do Mundo. O Cozinhas é, até onde eu sei, a maior relação de blogs sobre gastronomia e afins em língua portuguesa.

Até aqui eu só admirava. Admirava e babava, e consultava as minhas receitas, quando eu queria buscar algo específico – virou referência. Em algum momento, até mandei um e-mail para a Elvira elogiando a iniciativa, mas, sem nenhuma pretensão de fazer parte. Eu mal cozinho – só admiro.

Mas, com o tempo, o Chrises caminhou bastante, talvez nem tanto para a cozinha, mas para a sala. Com um pezinho de admiração pela cozinha, mas bem próximo ao universo da gastronomia, de qualquer forma. Foi quando eu tive a idéia de me candidatar ao Cozinhas, na categoria “crônicas culinárias”.

Eu mesma não tinha idéia de quanta gente como eu curtia o Cozinhas. Neste domingo o volume de acessos ao Chrises superou o seu maior recorde anterior em 50%! Eu fiquei impressionada de ver a popularidade do site – parabéns, Elvira!

Assim sendo, eu resolvi republicar, aqui mesmo, no corpo deste post, o texto que me introduziu neste assunto, que acabou tomando conta da maior porção dos posts do blog:

        Eu nunca fui dessas meninas muito menininhas, de brincar de casinha, de fazer comidinha. Nunca quis aprender a cozinhar, até que fui morar sozinha, e descobri que a cozinha poderia ser um lugar divertido – desde que no dia e na hora em que eu estivesse inspirada – o que não acontece com tanta frequência. Enquanto solteira, mesmo morando sozinha, as reuniões em minha casa sempre foram festinhas de muita bebida e qualquer coisa de comer ou churrascos – eu tinha em casa uma geladeira somente com picanhas no congelador e cervejas em todo o resto.
        Foi depois de casada que eu descobri e me encantei com a arte de receber amigos em casa. Adoro receber amigos, acho muito mais aconchegante receber em casa do que sair para jantar, e fico muito feliz a cada vez que temos a oportunidade de organizar reuniões.Tenho que confessar que eu até sonho em me transformar numa anfitriã perfeita, à la Martha Stewart, dessas que sempre preparam algo de novo, e que preparam receitas elaboradas desde os hors d´oeuvres até os biscoitinhos assados em casa para acompanhar o cafezinho, passando por dois ou três pratos, acompanhamento, e, no mínimo, duas sobremesasm, obviamente. Mas, às vezes sou preguiçosa, às vezes me estresso com a perspectiva de dar tudo errado, nem sempre tenho os ingredientes necessários ou falta a coragem de ir ao supermercado de última hora. O que dizer de flores frescas para o arranjo central? E, horror dos horrores, o que fazer com toda a bagunça que fica depois que os convidados vão embora? Em síntese: sou uma mulher normal, média, que trabalha, que não morre de amores pela cozinha, ainda que não tenha aversão, sem nehuma pretensão a Amélia.
        Nas primeiras visitas, logo após a lua de mel, eu quase ficava louca. O que fazer? O que servir? Qual dos jogos de pratos, e copos, e jogos americanos que eu ganhei eu deveria utilizar? O que servir de sobremesa? Como adivinhar quantas pessoas beberiam refrigerante, vinho, whisky e todo o resto para fazer jus a todos aqueles copos de formatos diferente, e para saber o que trazer do supermercado? E como gerenciar toda aquela bebida que inevitavelmente congestiona a geladeira no dia seguinte (mineiro é sempre exagerado para servir), para caber as coisas do dia-a-dia?
        OK, às vezes até baixa a inspiração para fazer uma super produção, mas não é nada freqüente. Se eu tiver que limitar os meus convites a amigos a essas raras vezes eu vou me tornar a pessoa mais anti-social do planeta terra. Portanto, prossegui em busca de mais ajuda. Como boa pesquisadora, revirei a internet. Vi dezenas de blogs. Comprei livros e livros. E nada. Os livros sobre os temas em questão são voltados para quem AMA cozinhar, ou deseja organizar aquela super-festa inesquecível. E eu queria somente aprender algumas dicas para as pessoas comuns receberem amigos e passarem horas divertidas, sem apelar para o tudo-descartável-acompanhado-de-batatas-chips.

        Não deixei de comprar os livros. Continuo comprando aliás, e os devoro como as criancinhas admiram as gravuras antes de aprender a ler. Eventualmente aproveito uma receita ou outra, uma dica ou outra, mas eles não são feitos para gente que nem a gente. Enquanto isso, a gente faz o que pode, e aprende na prática.

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3 comentários sobre “Recorde de Público

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