Repensando a Noção de Receber

Gente,

Eu venho dissertando e pensando sobre a alegria de receber desde que comecei a escrever este blog. Como este é um dos temas que me agradam, e eu já gostava dos blogs de culinária, as duas coisas confluiram para um prazer em comum.

Mas, para mim, filha privilegiada de uma geração de vida mais confortável, morando em uma das maiores cidades do planeta, tendo viajado um tanto, etc, etc, receber está muito relacionado à forma. Nem acho que isso seja fútil, pois, para mim, caprichar no visual da casa e da comida para receber amigos é uma forma de carinho.

Este fim de semana, dois anos depois da última visita, fui, como vocês já sabem, visitar a terra natal dos meus pais, Divinópolis. Minhas duas famílias têm algumas coisas muito parecidas: ambas são de origem muito humilde, muito numerosas, e os irmãos – meus pais e tios permaneceram muito unidos a vida toda. Além disso, ambas mantêm as casas que foram as casas da infância dos meus pais, onde moram tias minhas de cada uma das linhagens, e que continuam sendo o ponto focal dos encontros de família.

Ontem mostrei a foto do café da manhã da família da mamãe. Um monte de mulheres, perfil 100% matriarcal, onde fazer as visitas comer é o maior orgulho de todas elas. Hoje eu quero falar um pouco da festa da família do meu pai, no sábado.

Na casa da minha avó tem um terreirozinho, de boas dimensões, mas nada de enorme. De tanto se reunirem ali para beber e comer nos fins de semana, eles se profissionalizaram e construiram uma cozinha, com freezer de bebidas, geladeira, fogão industrial e tudo o mais – devidamente equipada para receber o batalhão, e batizada de McGomes, com direito a logomarca, uniforme, etc.

O lugar é muito simples, como vocês vão ver nas fotos abaixo.

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Chão de cimento, toldo de plástico para não correr riscos com a chuva, mas o clima é de gargalhadas ininterruptas. Todos gozadores, todos sarcásticos (sim, meus amigos, agora vocês sabem de onde eu puxei o humor!).

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Não tem frescuras. A ceia foi encomendada.

Mas é uma delícia. Todo mundo gargalhando, dançando, rindo, fazendo piadas. E não tem nenhum lugar no planeta em que eu me sinta mais querida e amada do que quando vou a Divinópolis. Todos me recebem como se eu fosse a pessoa mais importante do planeta, e, ao mesmo tempo, como se eu nunca tivesse passado um dia sequer sem estar ali.

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Agora, me digam: existe melhor definição da arte de receber bem do que a dessas pessoas tão queridas?

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4 comentários sobre “Repensando a Noção de Receber

  1. ahh conheci a Chris!!!!
    acho q a definição correta é justamente essa, faezr o seu convidado feliz!!!cad aum a sua maneira…mas quem nao se animaria nessa festança! só por 3 fetsinahs dá pra sentir o tamanho do carinho!
    bjos

  2. Chris, coloquei no meu post um comentário para os amigos, mas você sabe que tem um papel mais que especial nisso!

  3. Não importa o local onde se recebe e nem é fútil arrumar a casa,é sinal de acolhimento aos convidados.O chão pode ser de terra o que importa mesmo é o carinho que se dá .Fiquei comovida ao ver suas fotos.É bom ser amada,não é??Agora bem que você podia ter feito um marmitex para gente né??

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