Uma jardineira diferente

Era uma vez uma jardineira e seu jardim. Mas, aquele não era um jardim muito comum. Ali, ela cultivava interrogações.

Interrogações? Porque não belas flores, árvores frutíferas, ou hortaliças? A jardineira não tinha resposta para esta pergunta. Era uma compulsão. Uma necessidade tão intrinseca, que ela nem questionava (e olha que ela questionava tudo, aquela jardineira!). Ela só cultivava.

E com que zelo, ela cultivava aquelas interrogações! Adubava, regava, acompanhava atentamente. E as interrogações cresciam fortes e vistosas. O jardim vivia cheio delas. E a jardineira ali, no seu eterno trabalho, incansável, obstinada.

O que ninguém sabia, ou pareciam não se dar conta, era que daquelas interrogações brotavam frutos irresistíveis. Exclamações lindas e suculentas. Deliciosas. Inigualáveis. Aparentemente, as mais saborosas exclamações nascem de interrogações bem cultivadas.

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Um comentário sobre “Uma jardineira diferente

  1. Bendita aquela que colhe exclamações de interrogações, transforma interjeições em sensações e admite continuidade nos pontos finais.

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