Confraria

Uma antiga idéia minha e do Gui é de montar uma confraria – de enófilos ou gourmets. Ou melhor ainda seria, de ambos. Nós dois curtimos muito receber amigos, bater papo, comer bem e beber bem.

Aliás, talvez o maior defeito deste círculo de amigos virtual seja a impossibilidade de se por uma garrafa de vinho ou de cerveja no meio da mesa. Ou algum tira-gosto bem calórico. Ou um belo risoto.

Até cogitei a idéia de fazer uma confraria de blogueiros. Não que fôssemos comer ou beber blogueiros, pelo amor de Deus! Mas que nos encontrássemos de tempos em tempos para nos encontrarmos pessoalmente. Até mesmo porque, em nosso círculo de amigos blogueiros, ainda em maturação, temos uns que não se conhecem de jeito nenhum, outros que quase nunca se vêem, e outros que se vêem diariamente, e reproduzem e potencializam as piadas. Injustiça, com certeza, mas um prazer inevitável.

Entretanto, qual não foi a minha surpresa ao descobrir que o gaúcho. Isto mesmo, caros leitores justamente o GAÚCHO não bebe nada. Nem sequer vinho! Onde já se viu isto? Até parei para questionar se a pessoa não comia carne também, mas, não chegou a tal ponto a incoerência da personalidade deste personagem. Que aliás, depois desta informação, deveria ir direto para o divã do analista de Bagé, na minha opinião. E ficamos eu e o Gui, portanto, ainda por formatar uma ou as duas confrarias.

O tema me ocorreu, pois hoje, navegando pela web, encontrei uma matéria bacana sobre confrarias (no caso, de vinho), da qual eu reproduzo aqui a introdução (histórica, mais genérica):

“Na Idade Média elas reuniam religiosos em torno de práticas místicas e proteção social. Possuíam sempre um símbolo ou escudo, um santo como devoção comum e princípios compartilhados em grupo, acima de qualquer questão pessoal. Sempre tiveram um sentido agregador, por vezes desafiando normas estabelecidas por suas religiões de origem.

No Brasil imperial congregavam negros e brancos e, não raro, administravam fundos para compra de cartas de alforria. Na Europa, essas entidades fazem parte da história de um continente que procurava proteção contra suas próprias práticas predatórias e desumanas, resgatando valores e crenças derrubados com os muros dos feudos.

Assim aconteceu com os pedreiros das grandes catedrais francesas que mantinham técnicas secretas de construção, preservavam e assistiam as famílias de seus pares. Com as próprias ferramentas como símbolos, fundaram a Maçonaria.

As confrarias são essas organizações que lutam pela identidade de um grupo, produzindo, preservando e difundindo conhecimento. O mundo do vinho se apropriou desse tipo de estrutura para fazer valer o que tem de melhor: sua capacidade de reunir e agregar. Do Velho para o Novo Mundo, elas funcionam como pára-raios de qualidade e tradição, contra a banalização e a futilidade que, por vezes, tentam tomar conta do mercado.

O fenômeno de formação e constituição de confrarias de apreciadores de vinho tomou corpo no início do século XX, na França, e espalhou-se pelo mundo do vinho por onde quer que suas parreiras se estabeleçam. Em solo brasileiro, as mais antigas datam do início dos anos 80.”

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4 comentários sobre “Confraria

  1. Prezada amiga!

    Neste seleto grupo,imagino:

    Era: Idade Média-Século XXI

    Público alvo: religiosos-Blogueiros

    Alvo da ação: práticas místicas e proteção social-Podemos manter o mesmo virtualmente.

    Simbologia: símbolo ou escudo, um santo como devoção comum-Nosso amigo blogueiro de plantão pode sugerir um…

    Princípios: compartilhados em grupo, acima de qualquer questão pessoal-Ser blogueiro

    Sentido: agregador, por vezes desafiando normas estabelecidas por suas religiões de origem-Manter a ordem e princípio blogueiro

    Síndrome da amnésia retrógrada. Só o analista de Bagé consegue interpertar…

  2. Apesar de você ter me xingado por ter “surrupiado” a idéia de confraria, a vontade de criar a de vinhos, ou cervejas, ou gourmets, continua, e a nossa brincadeira de blogueiros agora é a ocasião perfeita para testar a primeira leva de confrades! 😉
    Aliás, pelo visto, nosso Amigo Gaúcho, no post dele sobre o tema, já me elegeu meio que o chanceler da coisa, pelo visto hahaha.

    O texto é bem bacana, vamos ver se conseguimos botar em prática mesmo!

    Agora, o comentário aqui acima está tomando rumos bem curiosos, acho que sei qual Amigo escreveu, mas está quase parecendo o outro! 🙂

    “Síndrome da amnésia retrógrada”, de onde surgiu isso??? rs

  3. Em caso de dúvida consulte sempre um médico

    Este é mais um serviço gratuito da confraria de blogueiros.

    A dúvida do nobre amigo é sobre o porque da citação da amnésia retrógrada ou relaciona-se com a existencia do termo? O porque da citação só o dai de cima pode esclarecer.

    Quanto ao termo – amnésia retrógrada – refere-se a amnésia caracterizada por perda de memória e habilidades aprendidas antes do fato desencadeador. Diferencia-se da amnésia anterógrada onde a memória e habilidades passadas esão preservadas e existe uma completa incapacidade de memorizar ou aprender a partir de um fato desencadeante.

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