O que é um endereço IP?

Mais uma vez, eu recorro à wikipedia:

O endereço IP, de forma genérica, pode ser considerado como um conjunto de números que representa o local de um determinado equipamento (normalmente computadores) em uma rede privada ou pública.

Para um melhor uso dos endereços de equipamentos em rede pelas pessoas, utiliza-se a forma de endereços de domínio, tal como “www.wikipedia.org”. Cada endereço de domínio é convertido em um endereço IP pelo DNS. Este processo de conversão é conhecido como resolução de nomes de domínio.

Mas, o que faz esta definição neste blog?

Eis a estorinha:

Era uma vez uma jovem senhora. Esta jovem senhora trabalhava em uma empresa muito bem sucedida, mas que tinha uma certa peculiaridade: um certo contingente de médicos. E vocês sabem como é médico, né? Médico é médico. Tudo igual. Às vezes com algumas peculiaridades, mas no âmago, tudo igual.

A jovem senhora, a despeito de saber que eles eram médicos, se tornou muito amiga de vários deles (ingênua coitada, mais ou menos como as ingênuas menininhas dos contos de fada). Dois deles em particular, se tornaram interlocutores diários, companheiros de uma nova experiência com umas ferramentas estranhas chamadas blogs.

Eis que, alguns dias depois do início da troca de mensagens pelos tais blogs, aparece um lobo vestido de vovozinha (oops, errei de estória). Ok, um médico disfarçado de uma fã anônima, mandando mensagens para a jovem senhora.

Mas, a jovem senhora, muito esperta, logo descobriu que aquelas orelhas não eram da vovozinha (de novo!!!! perdão!!!!) – aquele comentário não era de uma fã anônima. Aquele era comentário de um certo médico, dotado de muita criatividade.

Mas o médico quis continuar ludibriando a jovem senhora: como assim? Não sei do que se trata? Do que você está falando?

E aí entram os caçadores, ou melhor, o endereço IP. Não é que a jovem senhora logo que pôde investigar melhor a questão percebeu que o endereço IP da fã era EXATAMENTE o endereço IP do amigo médico?

E assim acaba a estória – a jovem senhora viveu feliz para sempre, adequadamente esclarecida a respeito da identidade da sua audiência. E o vil médico??? Bem, esse, até o presente momento, não se ouviu falar mais dele. Deve estar por aí escondido, envergonhado de ter sido pego em flagrante por mais uma maravilha da modernidade da comunicação online!!!

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2 comentários sobre “O que é um endereço IP?

  1. Em defesa da classe

    E em especial dum certo médico. Senhores leitores deste nobre blog. Lei e refleti, como se fizesses parte de um júri popular. Vereis peremptoriamente de que lado está a verdade.

    Não vou aqui discorrer sobre questões de informática, pois meu conhecimento não permitiria concordar ou discordar das afirmativas apresentadas pela acusação. Procurarei desqualificar, uma a uma às pretensas evidências descritas.

    Primeiramente, quanto à alegada ingenuidade da envolvida. Refere o nobre acusador que a jovem senhora, denominada de agora em diante de meliante, trabalha em uma empresa bem sucedida que conta com contingente de médicos. Depreende-se das informações que este contingente de médicos não foi incorporado após a entrada da meliante na empresa. Desta forma poder-se-ia inferir que a meliante era sabedora da presença do grupo profissional ao qual desqualifica como “sendo tudo igual”. Se a meliante já detinha conhecimento de que médicos são iguais, assim com uma conotação pejorativa, poderia ter se afastado do convívio. Mas foi exatamente o contrário que ela fez. Procurou-os. E passou a privar de contato rotineiro e interlocução.

    Pasmem, membros do júri, PASMEM ela não só privava do convívio deste médicos como desenvolvia nova experiência com ferramentas estranhas. Tipicamente uma atitude plena de ingenuidade. Ora, ingenuidade seria a nossa de aceitar tal afirmativa. Claro está que deveria ter um bom motivo para este contato. Ninguém se junta a médicos sem uma razão sólida. E qual seria a razão da meliante? Na descrição fica bem clara: desestabilizar a posição do coitado do profissional perante os amigos e talvez até na empresa. Provavelmente com ganhos secundários de prestígio, financeiros ou sabe-se lá qual.

    E de que forma? Com a vil alegação de que o mesmo estaria enviando mensagens em nome de uma fã. A alegação é de falsidade ideológica. E quais as evidências apresentadas? Apenas um rastreamento de IP que indicou que o IP da fã e do médico coincidem. O acusador insiste em afirmar que a descoberta de que IP de envio da mensagem firma a questão de que o médico passa-se pela fã. O que claramente constitui-se numa falácia injuriosa. Por acaso passou pela mente dos que acusam injustamente o profissional que esta evidência indica apenas que o endereço de IP é o mesmo. A mensagem partiu do mesmo local. Porém, este fato não reforça que a mesma pessoa tenha enviado as mensagens.

    Os acusadores sabem onde fica o tal do IP? quantas pessoas acessam o tal do IP? E se o distinto médico for amasiado com a referida fã, em comunhão de bens e compartilhem o mesmo IP? Ou se alguém, mancomunado com a meliante pagou um hacker para simular um envio de mensagem pelo IP do médico. Ou se o IP dele foi violado? Vejam que claramente as alegações são desprovidas de fundamento. Um IP é um IP, já a pessoa pode ser diferente da outra.O local de onde provém a mensagem não garante que o impoluto profissional tenha cometido tal ato. Portanto, peço que desconsiderem esta alegação e que a jovem senhora, escreva uma mensagem pública com pedidos de desculpas por julgamento apressado. Quanto ao meu cliente estar escondido não é verdade. Procurem pelo IP dele. A modernidade se rende aos fatos!

    Obrigado.

  2. As fadas e os contos

    Primeiro vou fazer uma pequena referência ao comentário sobre o post. Uma bela peça jurídica. Nonsense muito bem escrito. Mas onde já se viu mobilizar uma instituição para resposta a um conto de fadas. Aonde chegou a justiça neste país.

    Imagine se a Sociedade Protetora dos Animais ou o Ibama resolver tomar as dores de passagens politicamente incorretas do Chapeuzinho Vermelho, dos Três Porquinhos, Gato de Botas ou de qualquer fábula de La Fontaine. Ou mesmo o Sindicato dos Institutos de Beleza e Cabeleireiros de Senhoras do Município do Rio de Janeiro argüir que o exemplo de falta de corte capilar da Rapunzel é deletério para os seus negócios e reivindicar uma mudança na estória. Ou talvez um manifesto da American Short Stature People Association exigindo a queima das publicações de livros de contos da Branca de Neve e os Sete Anões ou o Pequeno Polegar.

    Em relação ao texto devo dizer que ficou sublime. Todos os componentes de um conto de fadas presente. A inocência, o ambiente hostil, a tentação do meio, a maldade como castigo pelo envolvimento, o motivo torpe e o agente do poder como personificação do mal. E o gran finale do desaparecimento do mal, impedindo o envolvimento de outros inocentes. Soberbo o triunfo do bem, aqui representado pela modernidade.

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