Tabula Rasa

Eu sempre gostei muito de escrever. Qualquer coisa. Bilhetes, cartas, cartões de natal, textos acadêmicos, profissionais… O que me impede de escrever livremente é um nível elevadíssimo de auto-crítica. Aliás, nem é correto dizer que eu não escrevo. Eventualmente, até escrevo, mas deleto, rasgo, queimo. Este blog mesmo é um exemplo disto. Criado há alguns anos, os posts nele vêm e se vão, pela tecla delete.

Depois de pouco mais de um mês como ghost-writer no blog do Gui, enquanto ele estava fazendo o Caminho de Santiago, quando eu fui estimulada a escrever com mais frequência, e depois de travar um conhecimento mais próximo com uma pessoa que, por enquanto eu me referirei a ela como o “Amigo”, veio este novo estímulo para tentar recomeçar a escrever por aqui, tentando refrear meus impulsos de deletar.

Hoje, conversando com este Amigo, que, neste processo de peregrinação virtual acabou também se tornando um blogueiro, surgiu o meu outro obstáculo para escrever, tão pouco original como o primeiro: a perplexidade diante da “tábula rasa”, da página em branco.

E assim, me valendo do mesmo artifício que o meu Amigo, que lançou mão de um tema de uma conversa pós-almoço para vencer a inércia, e começar a escrever o seu blog, eu publico aqui o conceito original de “tábula rasa”, diretamente da wikipedia:

Tabula Rasa é a expressão que dá sentido à corrente filosófica chamada empirismo.

O filósofo inglês John Locke (1632-1704), considerado o protagonista do empirismo, foi quem esboçou a teoria da Tabula rasa (literalmente ardósia em branco, em Português melhor dizendo: quadro ou tela em branco). Para Locke, todas as pessoas ao nascer o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressões nenhumas, sem conhecimento algum. Então todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro.

A teoria da Tábula Rasa não foi importante apenas do ponto de vista puramente filosófico – ao considerar todos os Homens como intrínsecamente iguais, deu base filosófica para combater o status quo vigente, especialmente em relação à aristocracia e à nobreza.

 

 

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3 comentários sobre “Tabula Rasa

  1. Ei meu amor,

    Adorei a novidade! Parabéns por refrear seus impulsos com o DEL, porque a gente também merece te ouvir! Você escreve muito bem sim, dê uma chance aos meus dedinhos 😉

    E, contribuindo com o post como viciado em LOST, Tabula Rasa é também o nome de um episódio da série com o outro John Locke, o carequinha (rs).

    Que as tabulas fiquem menos rasas!

    Beijos mil com muito amor
    do seu marido e fã

    Gui

  2. A mensagem de boas vindas e verdadeira está no dia de hoje.
    Mas eu não posso perder a chance Chris,

    A Tabula rasa na visão machista

    Origens são origens.
    Mais do que uma conseqüência do teu DNA, serás sempre um rascunho mal feito do ambiente.
    Não me recordo de ter visto nenhuma menção à participação feminina, no texto de Tabula rasa publicado. Realmente bonito ver Homens com letra maiúscula.
    Assim que deveriam se referir a nós, sempre! Respeito e dignidade.

    Mas é possível uma adaptação (pra não usar a palavra feia que é plágio)

    Tabula Rasa é a expressão que dá sentido à corrente filosófica chamada empirismo, com forte apelo para as mulheres que aceitam apenas as evidências superficiais sem questionamento da natureza dos fatos e suas causas verdadeiras (como nas questões relacionadas ao batom no colarinho, horário de chegada em casa…).

    O filósofo inglês John Locke (1632-1704), considerado o protagonista do empirismo, foi quem esboçou a teoria da Tabula rasa (literalmente ardósia em branco, em Português melhor dizendo: quadro ou tela em branco). Para Locke, todas as pessoas ao nascer o fazem sem saber de absolutamente nada, sem impressões nenhumas, sem conhecimento algum (senhores, alguma descrição mais completa do universo feminino?). Então todo o processo do conhecer, do saber e do agir é aprendido pela experiência, pela tentativa e erro (no gênero frágil esta situação pode se revestir, algumas vezes, da persistência apenas das tentativas e em outras de uma transposição imediata para uma sucessão de erros infindáveis).

    A teoria da Tábula Rasa não foi importante apenas do ponto de vista puramente filosófico – ao considerar todos os Homens como intrínsecamente iguais, deu base filosófica para combater o status quo vigente, especialmente em relação à aristocracia e à nobreza.

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