Posts filed under 'Minas'
Wannabe
O fato de não ser uma exímia cozinheira, mais por preguiça do que por incompetência não afeta o meu fascínio pela cozinha, e seus mil e um gadgets, acessórios, coisinhas e quetais – gosto quase tanto quanto as coisinhas da sala de jantar – a grande diferença é que eu uso mais estas do que aquelas.
Alguma outra possível explicação para as minhas recentes aquisições, no último mês, dos seguintes utensílios?
- uma dúzia de forminhas de mini-tortas com fundo removível;
- seis cortadores de biscoito, para se somar a dois outros kits já disponíveis na casa, totalmente intocados;
- um bico de confeiteiro.
… isso sem contar o famoso passeio que está programado para a semana que vem na Rua Paula Souza, templo das cozinheiras profissionais, eventualmente profanado pelas cozinheiras de ocasião.
Depois eu subo a foto dos tais acessórios, pois estou postando da cozinha, tomando uma cerveja, enquanto espero o marido chegar em casa para servir de cobaia para uma experiência que há muito eu venho enrolando (trocadilho não intencional) para testar: os nhoques de ricota e espinafre da Camila.
As minhas bolinhas só não ficaram muito delicadas de aparência, e, como quase tudo nesta casa, acresci um pouquinho (pelo menos pros meus padrões) de alho e pimenta do reino. Depois que marido chegar e a experiência estiver concluída, eu posto minhas opiniões finais e da cobaia!
5 comments 25/04/2008
A multiplicação dos mineiros
Mais uma do meu momento “Viva Minas”. Todos comentários sobre os meus posts mineiros me chamaram a atenção para um fenômeno que eu identifiquei desde que me mudei para Sampa: todo mundo é meio mineiro. Quase todo mundo a quem eu digo que sou mineira é filho, casado, descendente em terceiro grau, ou já namorou ou sei lá o que um mineiro. Taxistas, amigos, colegas de trabalho, e agora blogueiros. Todo mundo.
Será que existe alguma explicação científica para o fato? Eu sei que nós somos quase todos descendentes de imigrantes, por causa dos meus estudos genealógicos, mas acho que essa explicação não é suficiente, pois se aplica a vários estados brasileiros.
Minha outra tentativa de explicação nada modesta é que, como somos um povo charmosésimo, todo mundo busca aquele parentesco com mineiros do fundo do baú para nos agradar!!
Sei lá, uai! Mas que é verdadi é verdadi!
3 comments 13/01/2008
Espaghetti ao pesto de espinafre e tomates
Noite de sábado. O Gui jogando war online, e eu lá palpitando, quando resolvi preparar alguma coisinha. Esta foi uma invenção a partir do que tinha, mas acho que foi um dos melhores macarrões que preparei nos últimos tempos. Mais uma receitinha simples e prática, que pode ficar pré-pronta, para não deixar a anfitriã na cozinha ao receber amigos: Espaghetti ao pesto de espinafre e tomates Uma lata de tomates pelados 7 dentes de alho (peculiaridade nossa que somos loucos por alho) 1/4 de cebola 3 colheres de sopa de parmesão ralado várias folhas de espinafre (poderia ser mais) 1/4 xic. de vinho branco azeite, sal, pimenta do reino nozes trituradas (um punhado, sei lá o quanto!) Preparei o pesto batendo o alho, a cebola, nozes, alho e o espinafre, previamente ferventado. Depois joguei um pouco mais de azeite na panela, refoguei o pesto, adicionei os tomates, o vinho, deixei cozinhar e apurar bastante, e adicionei o queijo. Ficou MUITO bom. Como lembrou o Gui, ficou parecendo uma versão de Espinafre do molho à Palermitana do Famiglia Mancinni, que é simplesmente o meu favorito! Vejam o prato. Não ficou tão bonito quanto gostoso, mas resolvi compartilhar. Vou passar a colocar aqui algumas receitas dentro do espírito Chris de cozinha prática, saborora e prazeirosa de preparar!!
4 comments 06/01/2008
Next Stop | Belo Horizonte, Brazil
É, eu disse que não o faria. Eu nem diria que é uma resposta, pois está em um nível tão, mas tão diferente, que só a temática geográfica aproxima este post de um de um outro blog.
Eu não sou bairrista, mas adoro algumas coisas sobre a minha terra natal. As nossas montanhas e a sociabilidade do povo – que necessariamente passa pela mesa dos botecos. Temos vários bons amigos em beagá, muitos dos quais o Gui nem sabe direito ondem moram. É só ligar, avisar que estamos chegando, e marcar um bar, e na maioria das vezes, vamos direto do aeroporto para um deles.
O concurso Comida de Boteco foi uma grande sacada. Vendeu para fora um pouco da nossa cultura, mas, como não podia deixar de ser, um tanto estereotipada. E, pior, deu uma pasteurizada no ambiente dos nossos tradicionais botecos. Mas, nenhum estrago irreversível. Lá temos um boteco para cada momento, para cada situação. Em geral o ambiente é agradável, como uma grande festa, os garçons são camaradas, conversam, brincam. Difícil explicar, mas não conheço em Sampa um boteco como os de Beagá, para usar de exemplo.
Bom, voltando ao tema central, fomos hoje tema da matéria de turismo do NY Times. Segue um trecho:

“But Beagá, the city’s nickname (from the pronunciation of its initials in Portuguese), does have a claim to fame: as the bar capital of Brazil. Not bars as in slick hotel lounges or boozy meat markets, but bars as in botecos, informal sit-down spots where multiple generations socialize, drink beer and often have an informal meal. If you believe the local bluster, there are 12,000 bars in the city, more per capita than anywhere else in the country. Why, no one is completely sure, but one theory has turned into a popular saying: “Não tem mares, tem bares.” Loosely: “There are no seas, thus there are bars.”
Pode não fazer sentido para o nosso abstêmio amigo, mas fiquei muito feliz de ver a matéria. E sim, tenho orgulho da minha terra natal, e do meu povo!
Add comment 28/10/2007

