Archive for Fevereiro, 2009

Mãe de primeira viagem: palpites e dicas, amor e ódio

Desde que a Gabi nasceu, o que eu mais escuto são palpites e dicas. Aliás, antes de ela nascer, o que eu mais escutava era que eu iria escutar muitos palpites e dicas quando ela nascesse. Alguns absurdos,alguns lugar comum, outros inéditos… tem de todo tipo.

Tem os palpiteiros sem noção. Aqueles que acham que são os portadores oficiais das verdades divinas. Esses são irritantes. Só eles estão certos, só o que aconteceu com seus bebês é plausível, e você é idiota, ou pior, uma mãe relapsa se desconsiderar essas pérolas de sabedoria humildemente divididas com você por eses seres de conhecimento supremo.

Tem os palpiteiros médios. O grupo mais vasto, no qual eu acho que eu me encaixaria. Os que vão lá e falam: tenho uma dica, tá aqui – faça dela o que você bem entender. Ótimo, beleza, eu agradeço muito.

E tem os palpiteiros cerimoniosos. Em geral pessoas muito delicadas, muito gentis. Antes de proferirem qualquer comentário pedem mil perdões, deixam claro um sem número de vezes que o que vão dizer não é uma imposição. A gente até se constrange com tanto constrangimento da parte deles.

A esse grupo em particular, e a todos os que têm dicas e sugestões, em geral, eu tenho só uma coisa a dizer: toda dica e palpite é bem vinda. Todas elas me falam da vontade de ajudar dessas pessoas. Obviamente eu não vou e nem posso seguir todas. Algumas não se aplicam à minha Gabi. Outras vão contra alguma convicção minha. E, de qualquer forma, se eu fosse seguir todas eu precisaria de uma dúzia de Gabizinhas para fazer tantas simpatias, dar tantos remedinhos caseiros ou não, ou técnicas de banho, massagem, posições, etc. Por isso, por favor, continuem me dando dicas, e não fiquem bravos se algumas eu não puser em prática!!

Add comment 28/02/2009

Das delícias da maternidade: cocô às 4:30 a.m.

Este não é um post bravo. Nem cansado. Para mim, este é um tema do lado não irônico das delícias da maternidade mesmo.

Gabizinha está em um ritmo intestinal errático. Teve dias de fazer cocôs ao longo do dia, a cada mamada. Agora está numas de um cocô a cada 48 horas, daí vocês imaginam o volume de cocô que produz um pacotinho de fofura de 4kg, mamando avidamente, em 48 horas. Imaginaram? Pois podem elevar à milésima potência.

Minha pequenina maquininha de sons deliciosos e carinhas fofas produz outras coisas menos agradáveis. Diz uma avó que o cocô dela não tem mau cheiro. Não tem? Que venha a vovó trocar uma fralda como a da última madrugada.

Quando começou a produção, eu já sabia que lá vinha bomba, só pelo tempo de inatividade. A pequena gulosa, estava no meu colo mamando, quando veio aquele som característico, e aquela carinhazinha de forcinha que só e linda em bebês. E depois do primeiro, veio o segundo, o terceiro, o quarto…

Comecei a me preocupar. Convoquei a avó que estava por perto, para ver se a fralda tinha vazado. A vó olhou de um lado, nada. Do outro, nada. Quando olhou de novo do primeiro, já tinha uma manchinha marrom. E a manchinha marrom começou a se expandir feito praga bíblica, em poucos segundos. A avó, muito eficiente, buscou correndo uma fralda de pano para evitar os incidentes do penúltimo cocô, que inviabilizou uma almofada e o pijama da mamãe, até que a pequena se saciasse.

Acabada a refeição, fomos avaliar as reais dimensões do estrago. E a minha sensação é que a cada dia que eu acho que ela chegou ao seu limite de produção intestinal, ela se esmera para quebrar seus próprios recordes, a pequena obstinada. Tinha cocô desde o pé até o meio das costas da pequena, que continuava com aquela cara de inocente, ou talvez de quem acabou de cumprir com louvor uma tarefa.

Não dá para pretender fingir que a visão de todo aquele cocô não dá um certo pânico. Dá sim, a gente não sabe por onde começar a limpar. Ontem pelo menos, a pequena estava só de macacão, porque quando o incidente envolve um body, os estragos ameaçam incluir a cabeça e os cabelinhos da pequena artista.

Mas, passados os primeiros segundos de perplexidade diante daquela criança toda lambuzada, a gente pega o algodão, o lencinho, ou em casos mais agudos, a banheirinha, e em minutos a bagunça está desfeita, e a pequenina pronta para a próxima. E mamãe fica com mais uma historinha para contar para os amigos e para a própria artista quando crescer!

1 comment 27/02/2009

Ufa…

Dois dias de choro ininterruptos. Da pequena, e por fim, da mãe também. Gabi está dando uma canseira sem fim na mãe, que, no fim do dia, chora junto com ela. Nem tanto de cansaço físico, mas do esgotamento psicológico que dá ver a pequena sofrendo, e se sentir impotente para aplacar o mal estar daquela coisinha pequenina fofa e indefesa.

A cada vez que eu a pego, e vejo o seu rostinho, eu me derreto e um sorriso me brota nos lábio. Ser mãe é uma delícia, é gratificante, é emocionante, mas que me perdoem as mais líricas, ou otimistas. Não é um mar de rosas não. É também difícil, é cansativo, é angustiante. Tudo ao mesmo tempo.

Nem eu aguento mais o tema resfriado. Mas neste momento não sobra inspiração para muito mais coisa. Portanto, o que resta para mim e para a minha multidão de leitores fiéis (um? dois?), é torcer e rezar para que o resfriado dê trégua para a Gabi, para a mãe, e para a criatividade da mãe.

2 comments 26/02/2009

Update do(s) resfriado(s)

Mãe e filha continuam resfriadas. A menor, coitadinha, não encontra jeito de dormir por causa da congestão nasal… agora são 15:00 e a pequena dorme pela primeira vez durante o dia hoje, graças a Deus!

Mamãe luta contra o seu resfriado sem muitos recursos, por não saber que remédios pode tomar, sem querer incomodar a pediatra em pleno feriado para falar de si. Mas, quem se preocupa com a congestão nasal de uma pessoa grande, que domina recursos como fungar, assoar o nariz e praguejar, quando olhar para uma pessoinha minúscula com os olhos lacrimejantes e desesperada para dormir??

Momento alto do dia: pequena Gabi foi conhecer o clube, deu uma longa volta pelo jardim e acompanhou mamãe, papai, vovó e vovô em um suco na lanchonete. Fofíssima, na roupa de banho de sol que a tia Dri deu para ela. (e a mamãe fica devendo fotos…)

Add comment 23/02/2009

Das delícias da maternidade – lidando com as cólicas e com o choro

Cinco dias após o nascimento. Dois dias em casa. Meio da madrugada. Aquele serzinho adorável, de ar angelical começa a chorar descontroladamente, e você não consegue fazer nada para acalmar. E a pequena criatura quase roxa de tanto chorar, e você atônita, assustada, amedrontada e condoída pelo sofrimento que só você pode acalmar – o que, claro, traz uma pontadinha de culpa.

Algumas horas mais tarde, o dia já claro, você pede socorro a uma amiga, que recomenda luftal. (Não, não se trata de inconsequência. A amiga em questão é pediatra, e, na falta do pediatra oficial da criança, que ainda não foi consultado, a melhor alternativa.)

A criança se acalma, você se acalma, mas isso não dura muito tempo. Para resumir 30 dias de muita agonia e sofrimento, foram incontáveis doses de luftal, 6 consultas a 3 pediatras diferentes, remédios para refluxo – uma das hipóteses, dezenas de visitas ao microondas no meio da madrugada para esquentar a bolsinha térmica, incontáveis receitinhas caseiras, e praticamente toda a dieta da mãe restrita e adicionada de galões de chá para tentar contornar as crises da pequena Gabi. Por fim a mãe parte para a última saída, que não soluciona nada, mas que parece ser a única válvula de escape: chora junto.

Um mês depois volta a abençoada avó para dar uma ajuda para a mãe já exausta, chorando inconsolavelmente de cansaço e desespero, e traz “um remedinho que a neta da minha amiga tomou e foi excelente”. A mãe, que detesta auto-medicação e tem pavor de ficar fazendo a bebê de cobaia examina o rótulo do remédio – homeopático – farmácia confiável, e, em um momento de desespero resolve tentar – afinal teria uma consulta com a homeopata em dois dias.

O remédio funciona feito milagre. A bebê começa a arrotar, soltar gases com uma frequência atípica, e começa a se acalmar. A mãe quase não acredita de tanta satisfação. Agora sim, as coisas mudarão de rumo, a bebê começará a ter uma rotina, e a mãe começará a dormir…

… mas, menos de 48 horas depois do começo do uso do remedinho milagroso a bebê dá os primeiros sinais de um resfriado. E começa de novo a choradeira de sofrimento – agora de congestão nasal – ou pelo menos é assim que me parece neste exato momento. E tome contagem regressiva para passarem os benditos 7 dias para ver se o choro vai dar uma trégua para filha e mãe!

2 comments 22/02/2009

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