O meio científico sul-americano está em evidência
05/10/2007
Matéria da Folha online de hoje relata um maciço crescimento da participação dos países da América do Sul entre os agraciados do prêmio IgNobel.
Para quem não teve ainda o prazer de conhecer, o IgNobel premia anualmente as descobertas científicas mais bizarras. O prêmio foi criado pela revista de humor científico Annals of Improbable Research, e os prêmios são entregues em Harvard.
Pois bem, segundo a Folha, pela primeira vez nos 17 anos de história do prêmio, é a segunda vez em que houveram sul-americanos premiados, quais sejam:
- um grupo de argentinos da Universidade de Quilmes mostrou que o Viagra é capaz de reverter os efeitos do “jet lag” (o mal-estar causado por viagens para fusos horários diferentes) em hamsters;
- o chileno Enrique Cerda ganhou o laurel em Física por explicar por que os lençóis ficam enrugados;
- o colombiano Juan Manuel Toro, o de Lingüística, ao demonstrar que ratos não conseguem diferenciar sempre o holandês do japonês quando falados numa gravação tocada de trás para a frente.
Infelizmente, nenhum brasileiro, para nos deixar orgulhosos. Mas merece menção especial, o “créme de la créme”: o prêmio da Paz também foi para o Laboratório Wright, da Força Aérea dos EUA, que nos anos 1990 iniciou o desenvolvimento de um programa de armas químicas que incluía bombardear soldados inimigos com substâncias para atrair insetos ou com “substâncias que alteram o comportamento humano”. “Um exemplo de mau gosto [sic] mas completamente não-letal seriam afrodisíacos fortes, especialmente se a substância também causasse comportamento homossexual”, afirma um documento do programa que foi tornado público.
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